Na noite de 10 de junho, um incidente perturbador envolvendo Adérito Lopes, conhecido ativista pelos direitos humanos e comentador político, chocou a opinião pública após alegações de agressão por parte de indivíduos associados a grupos da extrema-direita. O episódio ocorreu nas imediações de um evento cívico em Lisboa, realizado em alusão ao Dia de Portugal.
De acordo com testemunhas presentes no local, Adérito Lopes foi abordado por um grupo de homens que, segundo relatos, o reconheceram pela sua postura crítica face ao crescimento de discursos nacionalistas radicais. A troca verbal rapidamente escalou, culminando numa alegada agressão física. Vários vídeos do momento começaram a circular nas redes sociais, onde é possível ver empurrões e gritos, embora o conteúdo ainda esteja a ser verificado pelas autoridades.
Lopes foi prontamente assistido por elementos da organização do evento e posteriormente encaminhado ao hospital, apresentando ferimentos ligeiros. Já recuperado, fez uma breve declaração aos meios de comunicação: “A intolerância não pode vencer o diálogo. Não me calarão com violência”, afirmou, visivelmente abalado mas determinado.
A PSP confirmou estar a investigar o caso e, embora ainda não tenha identificado oficialmente os agressores, fontes ligadas à investigação apontam para ligações a um grupo conhecido por manifestações públicas de ideologia de extrema-direita. O episódio motivou uma onda de solidariedade a Adérito Lopes, com várias figuras públicas, partidos políticos e organizações da sociedade civil a condenarem veementemente o ataque. Em comunicado, a Amnistia Internacional considerou o ato “um atentado grave à liberdade de expressão e ao exercício cívico em democracia”.
Adérito Lopes reafirma a sua intenção de continuar ativo no espaço cívico: “Não podemos permitir que o medo nos impeça de lutar por uma sociedade justa.”
