Carlos Nunes, conhecido no universo futebolístico como “Jamaica” e elemento ligado à claque Super Dragões, foi encontrado sem vida na sua residência (este sábado). O alerta foi dado por volta das 18h00, após dois dias sem dar notícias. As autoridades estão a apurar as circunstâncias do óbito, existindo a forte suspeita policial de que terá resultado de um acidente doméstico.
A figura de Carlos Nunes contava com um histórico recente de problemas disciplinares e judiciais. O membro da claque era um dos arguidos do mediático processo da Operação Pretoriano, relacionado com os episódios de violência na Assembleia Geral Extraordinária do FC Porto, em novembro de 2023. No âmbito desse julgamento, acabou condenado a uma pena suspensa de dois anos e dez meses de prisão, além da proibição de entrada em recintos desportivos durante um ano e meio.
Em paralelo com o desfecho judicial, o próprio clube já tinha tomado medidas disciplinares. A 18 de novembro de 2024, o Conselho Fiscal e Disciplinar dos dragões aplicara-lhe uma suspensão de sócio por 12 meses, consequência direta das agressões e distúrbios registados naquela conturbada reunião de associados.
